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Avishai Cohen regressa a Portugal com um novo espetáculo.
O músico estudou e formou-se em Nova Iorque, uma das mais musicais cidades do mundo, tornou-se braço direito de Chick Corea, com quem percorreu o planeta e, dos anos 90 em diante, embarcou numa celebrada carreira a solo que já lhe valeu os mais prestigiados prémios e rasgados elogios na imprensa de referência mundial, incluindo o New York Times ou o Guardian. Agora, Cohen pretende usar a visibilidade que conquistou a pulso para ajudar novos músicos, como ele sente que foi ajudado por gigantes como Corea tendo para tal criado o Avishai Cohen Music Award que já este ano distinguiu um duo, Shadow And Light, de Nova Deli, na Índia, prova de uma generosidade que também atravessa a sua música.
Capaz de partir do jazz e de se acercar da pop, de explorar nuances árabes ou israelitas e de ir até à música clássica, Avishai é um portentoso criador que quer convidar-nos a celebrarmos o mais positivo espírito unificador da música nesta digressão especial que vai também passar pelo nosso país. A não perder.
Rita Dias é cantora e compositora. Nasceu em Coimbra. Morou no Brasil. Vive em Lisboa. Em 2013, juntou-se a quatro músicos portugueses, a quem chama “Os Malabaristas”. Lançou o seu primeiro álbum “Com os pés na terra”. E com ele, o vídeo do primeiro single “Choraminguice”. Seguiu-se o single “A Gente Dura”, um manifesto contra a perda de identidade. Para esse momento, Rita Dias chamou: Carlos do Carmo, Eunice Muñoz, Paulo de Carvalho, Nuno Artur Silva, Celina da Piedade, Pedro Moutinho, Joana Seixas, António Macedo e José Fialho Gouveia, além de muitos portugueses anónimos que cantaram com ela na rua.
Uma caixinha de surpresas em forma de mulher, que acredita que a arte transforma e atravessa os corações como só o amor consegue. Por outras palavras, faz da arte o seu ato político e até revolucionário.
Fruto deste amor e liberdade artística, chega-nos hoje o seu novo trabalho musical, “Morremos tanto para crescer”. Este disco também não é só um disco – é uma mensagem, um posicionamento – é um movimento, um trabalho introspectivo em que, ao crescer como artista e como mulher, Rita Dias percebeu que as grandes transformações interiores provocam grandes mortes que nos levam a nascer outra vez, mais fortes, mais seguros, mais livres. No fundo, esta criadora exímia traz-nos as dores de crescimento, esse chão comum que nos aproxima, em forma de arte.
Além dos temas que já conhecemos, “A Ti, Nunca” e “Vem à terra ver”, este trabalho traz outras onze canções diversas, com tons, temas e sonoridades diferentes, muito fiel à forma multifacetada como a artista olha para o mundo e interpreta o que a rodeia.
Morremos tanto para crescer é um disco fiel a todos os tons da vida, uma viagem pelo amor, a dor e a esperança que nos fazem acordar todos os dias para abraçar o nosso tempo.