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O maestro da "trova nova", Pablo Milanés, um dos maiores tesouros da canção de autor em espanhol, vem a Portugal para apresentar Esencia, o seu mais recente espetáculo. Acompanhado por Ivonne Téllez ao piano e Caridad R. Varona no violoncelo, o artista cubano propõe um recital que viajará pela sua ampla carreira que se estende já por seis décadas.
 Milanés foi um dos renovadores da canção cubana e navegou por muitas águas, revelando sempre ser um artista irrequieto, tão atento á tradição como aberto à experimentação e graças a essa altamente criativa postura conquistou o aplauso da crítica e do público internacionais: gravou nueva canción e boleros, jazz e rumbas, son e tanto mais, legando à história importantes obras como "El Breve Espacio", "Para Vivir", "Yolanda", "Ya Ves" e tantas outras, sinónimos de refinamento de uma arte que levou com enorme sucesso a todos os continentes.
 O seu concerto passará por esses marcos de carreira, mas também por preciosidades menos conhecidas, verdadeiras pérolas de uma imensa discografia que se espraia por dezenas de álbuns, o mais recente dos quais, Amor, lançado em conjunto com a sua filha, Haydée Milanés, em 2017.
 Homenageado com Grammy Latino em 2005 e um Grammy de Excelência Musical em 2015, este trovador nunca deixou de procurar desafiar-se: gravou um álbum de standards de jazz em inglês e tem vindo a preparar uma revisitação de alguns marcos da sua carreira em tons salsa com alguns músicos expoentes do género, prova do carácter universal da sua arte. Matéria mais do que suficiente para uma noite absolutamente imperdível.

Avishai Cohen regressa a Portugal com um novo espetáculo.
O músico estudou e formou-se em Nova Iorque, uma das mais musicais cidades do mundo, tornou-se braço direito de Chick Corea, com quem percorreu o planeta e, dos anos 90 em diante, embarcou numa celebrada carreira a solo que já lhe valeu os mais prestigiados prémios e rasgados elogios na imprensa de referência mundial, incluindo o New York Times ou o Guardian. Agora, Cohen pretende usar a visibilidade que conquistou a pulso para ajudar novos músicos, como ele sente que foi ajudado por gigantes como Corea tendo para tal criado o Avishai Cohen Music Award que já este ano distinguiu um duo, Shadow And Light, de Nova Deli, na Índia, prova de uma generosidade que também atravessa a sua música.
Capaz de partir do jazz e de se acercar da pop, de explorar nuances árabes ou israelitas e de ir até à música clássica, Avishai é um portentoso criador que quer convidar-nos a celebrarmos o mais positivo espírito unificador da música nesta digressão especial que vai também passar pelo nosso país. A não perder.

Rita Dias é cantora e compositora. Nasceu em Coimbra. Morou no Brasil. Vive em Lisboa. Em 2013, juntou-se a quatro músicos portugueses, a quem chama “Os Malabaristas”. Lançou o seu primeiro álbum “Com os pés na terra”. E com ele, o vídeo do primeiro single “Choraminguice”. Seguiu-se o single “A Gente Dura”, um manifesto contra a perda de identidade. Para esse momento, Rita Dias chamou: Carlos do Carmo, Eunice Muñoz, Paulo de Carvalho, Nuno Artur Silva, Celina da Piedade, Pedro Moutinho, Joana Seixas, António Macedo e José Fialho Gouveia, além de muitos portugueses anónimos que cantaram com ela na rua.
Uma caixinha de surpresas em forma de mulher, que acredita que a arte transforma e atravessa os corações como só o amor consegue. Por outras palavras, faz da arte o seu ato político e até revolucionário.
Fruto deste amor e liberdade artística, chega-nos hoje o seu novo trabalho musical, “Morremos tanto para crescer”. Este disco também não é só um disco – é uma mensagem, um posicionamento – é um movimento, um trabalho introspectivo em que, ao crescer como artista e como mulher, Rita Dias percebeu que as grandes transformações interiores provocam grandes mortes que nos levam a nascer outra vez, mais fortes, mais seguros, mais livres. No fundo, esta criadora exímia traz-nos as dores de crescimento, esse chão comum que nos aproxima, em forma de arte.
Além dos temas que já conhecemos, “A Ti, Nunca” e “Vem à terra ver”, este trabalho traz outras onze canções diversas, com tons, temas e sonoridades diferentes, muito fiel à forma multifacetada como a artista olha para o mundo e interpreta o que a rodeia.
Morremos tanto para crescer é um disco fiel a todos os tons da vida, uma viagem pelo amor, a dor e a esperança que nos fazem acordar todos os dias para abraçar o nosso tempo.

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