Voz Online
17 Novembro ::: Casa da Música, Porto
18 Novembro ::: Centro Cultural de Belém, Lisboa
A cantora catalã apresentará em Lisboa e Porto, concertos que assentarão sobre a narrativa do seu mais recente álbum 'FARSA, género imposible' (Universal Music Spain, 2020). Os bilhetes já estão disponíveis e podem ser consultados nos links abaixo.
Um ano após o lançamento do muito aclamado álbum FARSA (género imposible), e após vários adiamentos, Silvia Pérez Cruz apresenta finalmente o seu mais recente projecto nos palcos da Casa da Música e do Centro Cultural de Belém. FARSA CIRCUS BAND é o colectivo de excelentes músicos e amigos que acompanharão a cantora nestes dois concertos.
Este regresso a Portugal traz, a Silvia Pérez Cruz, uma estreia: é a primeira vez que a cantora catalã sobe ao palco da Casa da Música e é também a primeira vez que se apresenta em concerto na cidade do Porto.
Silvia Pérez Cruz realizou 7 concertos em Portugal com várias formações nos últimos 12 meses, aos quais se juntam agora os de Lisboa e Porto.
Ficha Técnica
Silvia Pérez Cruz - voz e guitarras
Lucas Delgado - piano
Bori Albero - contrabaixo
Carlos Monfort - violino
Publio Delgado - guitarra
Aleix Tobías - bateria e percussão
Som - Juan Casanovas
Luz - Isabel del Moral
Produção - Fado in a Box

FARSA (género imposible) é sexto disco de Silvia Pérez Cruz em nome próprio. Um álbum de canções originais que reflecte a relação da cantora catalã com as mais variadas disciplinas artísticas.
| O poeta é um fingidor Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. |
||
| Fernando Pessoa |
FARSA (género imposible), gravado durante o ano de 2019, traduz a dedicação de Sílvia Pérez Cruz à composição nos últimos três anos: treze canções originais com letras de sua autoria e alguns poemas de outros autores. Farsa (género imposible) , com o selo da Universal Music, responde à inquietação de Sílvia Pérez Cruz relativamente à dualidade do que mostramos ser e do que realmente somos, sobre como sobrevive a nossa fragilidade interior, do nosso íntimo, nestes tempos em que o superficial é tão arrasador, que o que se vê pode chegar a confundir-se com o que se ouve. Onde o que parece visualmente sumarento pode esta vazio. O buraco. A mentira.
A palavra farsa vem do francês "farsiment": durante os entreactos das comédias da corte do Rei Luís XVI, contratavam cómicos para ocuparem o tempo com vários entretenimentos, geralmente, situações satíricas e histriónicas. Com o tempo, um farsante converteu-se num impostor, numa pessoa que inventa, num mentiroso.
Sílvia Pérez Cruz canta neste disco canções que compôs dialogando com outras disciplinas artísticas como o cinema, a dança, a poesia ou o teatro, entre outras, que se dedicam a expandir a vida, recriando-a.
Muitas vezes fala-se do teatro como o lugar da mentira. E não é uma ideia totalmente incorrecta.
Quem mente sabe que mente. Não se pode mentir sem querer. Para que comece a actuação é preciso fazer-se o mesmo gesto: saber que se está a actuar. Ao contrário da mentira que nasce para tentar ocultar alguma coisa, o teatro procura revelar algum sentido, através da força da repetição.
No teatro (quando acontece) estamos habituados a que a máscara seja a pele, que isso que fazemos com dedicação e esmero é o que somos, pelo menos durante o tempo que dura o
desejo de suster o gesto.
Cada canção deste drama, será o convite a entrar num mundo particular, a viajar desde o quarto solitário até ao grito de amor animal, ao confinamento de uma célula inesperadamente desejada, ao baile
como resposta à dor, ou às palavras da infância recriando sonhos com todos os
brancos dos esquimós.
Mas cada canção será também uma pregunta sobre a verdade. Se o som no seu mistério já nos traz ao corpo sensações inefáveis, o que acontecerá quando se torna canção, quando a palavra encarna e nos transforma? Não será isto tremendo? Não será cada canção que cantamos, também um pequeno quarto a partir de onde tentamos compreender o mundo?
Conversa H-alt | Juan Burgos é o convidada de Sérgio Santos | sexta, 20h / repete terça, 14h
outubro 05, 2021Juan Burgos, o desenhador de Tequilla Shots, livro escrito por Claudio Yuge e editado pela Comic Heart na estreia da colecção Geraldes Lino, vai estar à conversa com Sérgio Santos.
Esta semana conversamos com o encenador Hugo Tourita, que leva a cena o espectácullo “De luto pela vida”, inspirado da obra “A Gaivota” de Anton Tchekhov, e adaptada à realidade portuguesa actual. Falou-se sobre vários aspectos do espectáculo. “De luto pela vida” está em cena no Teatro do Bairro de 30 de março a 3 de abril.ámos a saber mais sobre as suas várias valências.
A primeira exposição em Portugal dedicada ao autor de Tintin apresenta tesouros do Museu Hergé e revela as diversas facetas do autor, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa ou desenho de moda e artes plásticas.
Esta é uma exposição dedicada a Georges Remi, o artista de múltiplos talentos conhecido por “Hergé”.
Organizada em colaboração com o Museu Hergé de Louvain-la-Neuve, a mostra reúne uma importante seleção de documentos, desenhos originais e várias obras criadas pelo autor de Tintim, através da qual o público terá a ocasião de decifrar a arte de um criador de génio que usa todos os meios à sua disposição para realizar as suas composições, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa ou desenho de moda e artes plásticas.
Inspirando-se em várias correntes artísticas da sua época – da pop art ao abstrato, passando pelo minimalismo –, este artista autodidata também se interessou por civilizações antigas e pelas chamadas artes primitivas.
O que torna a arte de Hergé única e a distingue da de muitos outros autores de banda desenhada é a sua extraordinária capacidade de representar a realidade por um lado, de uma forma inventiva, mas por outro, tão familiar que o leitor pode facilmente projetar-se neste universo criado a partir do zero. Com linhas simples de uma impressionante precisão, sob o estandarte da inimitável “linha clara”, Hergé dá origem a personagens emblemáticas que encarnam os grandes valores da sociedade.
Esta exposição é uma oportunidade única para os visitantes descobrirem alguns dos tesouros dos Museu Hergé: pranchas originais, pinturas, fotografias e documentos de arquivo.
Será também a ocasião para revelar uma faceta do artista menos conhecida: a sua brilhante carreira como designer gráfico publicitário, revelada pelos seus cartazes altamente criativos.
Surpreenda-se com as diversas facetas de uma personalidade artística de referência do século XX!