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Era uma vez, num espaço e num tempo incerto, algures na evolução do rato para o homem, um ser fechado no seu próprio labirinto. O encenador Ricardo Neves-Neves e o performer e clown Rui Paixão juntam-se pela primeira vez e criam um espetáculo sem texto, carregado de efeitos sonoros e visuais. No palco, levam-nos para um universo retro-futurista, em tons de verde-jardim, onde não faltam estátuas renascentistas, mas também polvos gigantes, enxames de abelhas, corujas assustadoras e aspiradores endiabrados. Entre o riso e o terror, entre o nonsense e o sentido da vida, entre o teatro, a dança e a performance, Hamster Clown fala de sonhos e de pesadelos, de confinamentos e de libertações. E pouco interessa se somos homens ou ratos – ali acabamos todos esfolados.

ENCENAÇÃO Ricardo Neves-Neves
INTERPRETAÇÃO Rui Paixão

Uma Casa de Bonecas, escrita em 1879 pelo autor norueguês Henrik Ibsen, é uma das mais importantes peças da história da literatura, unanimemente considerada como o texto que dá origem ao drama moderno. A acção acompanha a relação do casal Helmer, principalmente a “viagem” interior que a mulher, Nora, percorre ao longo dos três actos e que a faz tomar consciência que a aparência da perfeição e da felicidade não são a perfeição e a felicidade. Peça feminista, psicológica, revolucionária, são muitos os adjectivos que podem classificar Uma Casa de Bonecas, mas talvez a forma mais simples de a descrever seja aquela que o próprio autor usou, dizendo que a escreveu: «não como uma peça de propaganda mas sim de verdades universais sobre a identidade humana».

De Henrik Ibsen
Tradução Miguel Graça
Dramaturgia João de Brito e Miguel Graça
Encenação João de Brito
Com Bruno Bernardo, Diana Nicolau, Inês Ferreira da Silva, José Mata, Luís Lobão e Madalena Almeida
Cenografia Carla Martinez
Figurinos José António Tenente
Desenho de luz José Álvaro Correia
Música Tomás Alves
Fotografia e vídeo Diogo Simão
Assistência de encenação Inês Ferreira da Silva
Coprodução Teatro da Trindade INATEL e LAMA Teatro

O Lisboa Mistura tem-se afirmado, ao longo de 15 anos, como um espaço intercultural destinado ao conhecimento e à inscrição de novas linguagens e tendências que nascem dos encontros urbanos que marcam a contemporaneidade criativa de Lisboa, um reflexo do enriquecimento, partilha, celebração e saudável confronto que têm origem no ecossistema sociocultural da cidade de Lisboa.
A programação desta edição arranca no dia 25 de junho, às 20h30, com um espetáculo da cantora Selma Uamusse, que contará com Gospel Collective, Rodrigo Leão, Sara Tavares e Tó Trips, como convidados.
Para dia 26 de junho estão agendados o concerto “D’Improviso – Ritmo e Improvisação” com o Carlos Martins Quinteto (Carlos Martins no saxofone, Mário Delgado na guitarra, Carlos Barretto no contrabaixo, Hugo Menezes na percussão e Alexandre Frazão na bateria), às 17h30, o debate “Cidadania em Ação”, e uma atuação de Stereossauro, que terá como convidados Camané, Capicua, Carlão, Chullage, NBC e Ricardo Gordo, às 20h30.
Antes do espetáculo de Stereossauro haverá um ‘warm up’ (aquecimento, em português), a cargo da dupla Beatbombers (Stereossauro e DJ Ride) com Cabrita.
Para o terceiro e último dia do Lisboa Mistura, 27 de junho, estão marcados a Festa Intercultural, com a participação de Braima e Canango (Guiné-Bissau), Cheong Li (Macau), Jhalak (Índia), Fado Bicha (Portugal) e Baque Mulher (Brasil), às 15:30, uma atuação do DJ Cruzfader, às 19:00, e as atuações dos formandos da edição deste ano da OPA – Oficina Portátil das Artes, projeto pedagógico e artístico destinado a jovens da Área Metropolitana de Lisboa, promovido há mais de dez anos pela Associação Sons da Lusofonia e pelo qual já passaram, enquanto formandos, Mynda Guevara e Estraca.

Os espetáculos do Lisboa Mistura são de acesso gratuito. Os bilhetes são diários e só podem ser levantados no próprio dia, no local.

A bilheteira estará aberta entre as 10:00 e as 22:00 nos dias 25 e 26 de junho e entre as 10:00 e as 20h00 no dia 27.

Cada pessoa só pode levantar, no máximo, dois bilhetes.

“Conversas de Esquina" é o nome do novo álbum de Ricardo Gordo e também um dos temas nele incluídos, que espelha o diálogo entre o músico, compositor e a guitarra portuguesa, e que define a sua sonoridade alternativa.
Ao longo destas conversas é possível ouvir relatos de Ricardo Gordo numa procura pelo significado da sua música.
Com o habitual acompanhamento de Samuel Lupi (que também sugeriu o nome do álbum) e mistura de Madrak, estas "Conversas de Esquina" resultam em música atual onde a mescla entre a guitarra portuguesa e a música electrónica acontece de forma natural.
Não menos importantes são os convidados do álbum: Stereossauro, Valéria e Razat. Sendo que este último, ainda que postumamente, surge aqui num tema inédito.

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