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Concertos Salão de Festas / 02:00 - 04:00

A proposta de um mergulho breve no mundo b a ll roo m.
Uma cartografia subcutânea feita a pulso.
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21corposanto
Travessa do Corpo Santo, 21, 1º

(Cais do Sodré)

 
Atlas da Boca - DEGAYA DE MEDEIROS (BRASIL) NO ÂMBITO DOALKANTARA FESTIVAL

Preciso de tempo para falar melhor deste tempo, preciso de tempo para resolver o que passou e redefinir os novos horizontes que a maturidade me faz saborear. Preciso de tempo. É um acordo tácito e vital, entre o futuro e eu.

Paulo Ribeiro apresenta uma peça com a qual reflete e assinala 26 anos de criações ininterruptas. 26 anos a encontrar e desencontrar um corpo individual e coletivo. 26 anos a pensar na felicidade de quem cria, interpreta e assiste. 26 anos de reconhecimento e agradecimento a tantos que acompanharam e acompanham o coreógrafo e a história da Companhia Paulo Ribeiro.

Com O Pecado de João Agonia prosseguimos a operação de resgate das palavras de Bernardo Santareno iniciada com a produção de A Promessa, em 2017. Fazemos justiça à voz de um dos mais importantes dramaturgos portugueses do século XX, ao mesmo tempo que investimos na revivificação da memória de um clássico contemporâneo. Como denominador comum aos dois projetos encontramos o encenador João Cardoso, diretor artístico da ASSéDIO, companhia com quem partilhamos nova incursão no território de um dramaturgo que praticou uma "poética de raízes". O Pecado de João Agonia (1961) inscreve-se num conjunto de peças onde Santareno afirma uma estratégia de oposição a um sistema opressivo, problematizando aspetos de natureza sexual (a homossexualidade) e questões de natureza religiosa (o pecado, o sacrifício). Este incitamento a uma espécie de "desobediência dos dogmas" é aqui vivido no interior de um apertado círculo comunitário um "lugarejo serrano e primitivo", o Portugal salazarento, país que ainda é o nosso. Lugar onde o "vento queima" e o céu se enche de pássaros pretos na noite do crime. "Não vás, João Agonia! Foge, foge!"

FICHA ARTÍSTICA
de Bernardo Santareno
encenação João Cardoso

dramaturgia Regina Guimarães
cenografia e figurinos Sissa Afonso
desenho de luz Nuno Meira, Filipe Pinheiro
sonoplastia Francisco Leal
vídeo Marta Lima

interpretação Ângela Marques, Benedita Pereira, Daniel Silva, Inês Afonso Cardoso, João Cardoso, João Castro, Pedro Galiza, Pedro Quiroga Cardoso, Rúben Pérola

coprodução ASSéDIO, Teatro Nacional São João

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